A advocacia paulista se reuniu na Avenida Paulista, no dia 22 de março, para mostrar sua indignação à onda de violência contra às mulheres que assola o Brasil. No ano passado, o país registrou 1.518 casos, o equivalente a quatro mulheres assassinadas por dia, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A diretoria da CAASP esteve presente no ato, nomeado de "Eles por Elas" e organizado pela OAB SP.
A presidente da CAASP, Diva Zitto, destacou a gravidade do cenário e a necessidade de enfrentamento coletivo ao feminicídio. Ela também lembrou que uma análise de 5.729 registros oficiais de feminicídio, entre 2021 e 2024, apontou que 62,6% das vítimas eram negras ou pardas. “Não aceitaremos, não ficaremos quietos diante de tamanha e absurda violência”, afirmou a primeira mulher negra a presidir a Caixa de Assistência.
O ponto de encontro da manifestação foi a farmácia da CAASP, no número 1765, da Avenida Paulista. A mobilização contou com uma caminhada de aproximadamente 1 km (ida e volta), passando pelo Masp (Museu de Arte de São Paulo) e pela Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), que chamou atenção e foi saudada pelos transeuntes que passeavam pela Paulista aberta.
Na abertura do ato, o presidente da OAB SP, Leonardo Sica, reforçou o objetivo da mobilização. “Vamos caminhar hoje para que, em um futuro próximo, ninguém mais precise se mobilizar contra a violência contra às mulheres, porque ela já não existirá”, afirmou.
Sica esteve acompanhado da vice-presidente Daniela Magalhães; o tesoureiro Alexandre de Sá Domingues; a secretária-geral Adriana Galvão; a secretária-geral adjunta Viviane Scrivani; e a conselheira federal e presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Dione Almeida.
“É um ato de suma importância e sendo ainda mais significativo por ocorrer no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher”, disse o vice-presidente da CAASP, Francisco Jorge Andreotti Neto.
O diretor da CAASP, Fábio Mariz, enfatizou o papel da manifestação na construção de uma sociedade mais justa. “É fundamental que a sociedade, unida, se posicione com firmeza contra a violência e assegure a proteção necessária para construirmos um ambiente mais humano",
Já a diretora Tatiana Marque Adoglio fez um apelo para que as mulheres não se calem diante das violências: “Nenhuma mulher deve se sentir responsável pela violência que sofre”.
Também participaram do ato pela CAASP as diretoras Maria Lúcia de Almeida Robalo e Solange de Amorim Coelho, secretária-geral adjunta da entidade.
A conselheira federal por São Paulo, Patrícia Vanzolini, em sua fala à multidão destacou a importância do engajamento masculino na pauta e elogiou os colegas que tiveram a coragem de participar. “Aqui estão homens que caminham conosco por um mundo mais seguro para todas”, disse.