Julho das Pretas fortalece representatividade e pertencimento na advocacia

Por Isabella Maria Alcantara Gonçalves

Em 3 agosto 2026


Mais do que uma celebração, o Julho das Preta da CAASP transformou a Universidade Zumbi dos Palmares em um espaço de escuta ativa e fortalecimento, onde o público presente pôde acompanhar o debate sobre o avanço da representatividade negra e reafirmar a importância do pertencimento e da união dentro e fora do meio jurídico.

Durante o encontro, os depoimentos refletiram o impacto transformador de ter um espaço dedicado à escuta e ao reconhecimento mútuo. A advogada trabalhista Vivian Camargo ressaltou o significado dessa abertura:

"O Julho das Pretas foi uma grande surpresa e de muito significado. Pude encontrar mais representatividade e acredito que é assim que crescemos e podemos fazer a diferença".

Para a presidente da Associação Aristocratas Clube, primeiro clube de pessoas negras de São Paulo, Rosângela Santos, a troca de vivências com o público revelou a força coletiva das profissionais e a superação de barreiras históricas:

"Fui prestigiada por esse evento espetacular, essa explosão de mulheres empoderadas. Fiquei muito satisfeita e gratificada em ouvir todas essas mulheres e ver a excelente representatividade que temos em diversas áreas. Viemos de uma história tão difícil de profissionalismo e é enriquecedor ver que muitas venceram e estão levando isso adiante para outras".

Com uma trajetória pautada pela militância, a advogada Shirley Claudino enfatizou que a união do público é a chave para a ocupação definitiva dos espaços de decisão:

" O Julho das Pretas tem muito disso: é o fortalecimento da nossa advocacia não apenas técnica, mas ocupando espaços de poder, tomando decisões, nos reverenciando, nos comunicando e, obviamente, celebrando as que vieram antes e as que virão depois. Permanecemos aqui abrindo caminhos".

O encontro foi apontado pelas advogadas como um marco dentro da estrutura da advocacia paulista. Ao destacar o momento histórico vivido pela advocacia, a advogada Cláudia Cunha defendeu a continuidade de ações de valorização da advocacia negra:

"O Julho das Pretas é fundamental. Em 30 anos de advocacia, nunca tivemos tanta representatividade como nesta gestão. É importante nos destacarmos, mostrarmos nossa força e nossa união. A advocacia precisa prevalecer, mostrar a que veio e o que somos. Espero que esse evento seja perene".

 


Já está seguindo o CAASP Podcast?

Clique para saber mais