{"status":0,"message": " CAASP Noticia Selecionada ","data": [{"NoticiaSelecionada":[{"des_Titulo":"Dia Internacional do Livro: Brasil perdeu leitores nos últimos quatro anos","des_SubTitulo":"","cod_Noticia":"4636","des_Imagem":"LIVRO.jpg?id=1","des_AltImage1":"Mulher lê livro","nom_Usuario":"Paulo Henrique Arantes","des_Texto": "<p>&nbsp;</p><p>Com genial simplicidade, o poeta ga&uacute;cho M&aacute;rio Quintana disse que &ldquo;livros n&atilde;o mudam o mundo; quem muda o mundo s&atilde;o as pessoas; os livros s&oacute; mudam as pessoas&rdquo;. &Eacute; fato: nenhuma Na&ccedil;&atilde;o desenvolve-se sem apoio &agrave; sua literatura e esfor&ccedil;o cont&iacute;nuo para constru&ccedil;&atilde;o de uma popula&ccedil;&atilde;o de leitores. O mundo sabe disso, tanto que se comemora em 23 de novembro o Dia Internacional do Livro. A data se soma a outra, 23 de abril, Dia Mundial do Livro.</p><p>No caso brasileiro, parece que n&atilde;o se seu o devido valor &agrave; m&aacute;xima de Quintana. O Brasil evoluiu enormemente nos &uacute;ltimos tempos em termos de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, mas ainda n&atilde;o &eacute; uma Na&ccedil;&atilde;o que l&ecirc;. &nbsp; Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pr&oacute;-Livro e pelo Ita&uacute; Cultural, o pa&iacute;s perdeu nos &uacute;ltimos quatro anos 4,6 milh&otilde;es de leitores, ou seja, de 2015 a 2019 a porcentagem de leitores no Brasil caiu de 56% para 52%. Um total de 93 milh&otilde;es de brasileiros, 48% da popula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o leu nenhum livro, nem em parte, entre julho e setembro de 2020.</p><p>Al&eacute;m do problema hist&oacute;rico da falta de incentivo &agrave; leitura, a pesquisa confirmou uma suspeita &oacute;bvia: 66% dos entrevistados disseram preferir navegar na internet durante seu tempo livre, e 62% afirmaram preencher essas horas com o WhatsApp. A prefer&ecirc;ncia por mensagens breves pode ser explicada por outras constata&ccedil;&otilde;es da sondagem: 4% disseram n&atilde;o saber ler; 19% informaram ler muito devagar; 13% afirmaram n&atilde;o ter concentra&ccedil;&atilde;o suficiente para ler e 9% n&atilde;o compreendem a maior parte do que leem.</p><p>&ldquo;As pessoas n&atilde;o est&atilde;o usando seu tempo livre para leitura de literatura. A gente nota que a principal dificuldade apontada &eacute; o tempo para leitura, e o tempo que sobra est&aacute; sendo usado nas redes sociais&rdquo;, avaliou Zoara Failla, coordenadora da pesquisa.</p><p>N&atilde;o h&aacute; estudos nesse sentido, mas &eacute; prov&aacute;vel que a advocacia comporte-se de modo diferente, sen&atilde;o quanto &agrave; literatura em geral, mas certamente quanto &agrave; literatura jur&iacute;dica, indispens&aacute;vel ao bom desempenho profissional.</p><p>A Caixa de Assist&ecirc;ncia dos Advogados de S&atilde;o Paulo atua como incentivadora da leitura entre advogados e advogadas ao fornecer em suas 44 livrarias, e tamb&eacute;m na loja virtual CAASPShop (<a href=http://www.caaspshop.com>www.caaspshop.com</a>), uma ampla variedade de t&iacute;tulos liter&aacute;rios, de todos os g&ecirc;neros, al&eacute;m de mais de 60 mil t&iacute;tulos jur&iacute;dicos. Todo esse acervo &eacute; comercializado com descontos significativos sobre o pre&ccedil;o de capa.</p><p>&ldquo;N&atilde;o entendemos o funcionamento das nossas livrarias apenas como uma oportunidade de aquisi&ccedil;&atilde;o de livros jur&iacute;dicos com desconto, mas como um meio de incentivar a leitura de bons autores dos mais diversos segmentos liter&aacute;rios. O h&aacute;bito de ler aumenta o potencial cognitivo, amplia a vis&atilde;o de mundo e agu&ccedil;a a sensibilidade&rdquo;, argumenta o secret&aacute;rio-geral da CAASP, Ant&ocirc;nio Ricardo Miranda J&uacute;nior, respons&aacute;vel pelas livrarias da entidade.</p><p>Da trag&eacute;dia provocada pela pandemia do novo coronav&iacute;rus &eacute; poss&iacute;vel extrair um aspecto positivo. A perman&ecirc;ncia for&ccedil;ada em casa levou muita gente a comprar livros, f&iacute;sicos ou digitais. Entre junho e julho de 2020, a venda de livros no Brasil foi 6,4% maior que nos mesmos meses de 2019, segundo pesquisa feita pela Nielsen em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros.</p><p>Nas livrarias da Caixa de Assist&ecirc;ncia, de janeiro a novembro de 2020, foram comprados 50.536 livros. Houve queda nas vendas das lojas f&iacute;sicas da entidade, as quais permaneceram parcialmente fechadas por conta da pandemia, mas na loja virtual as vendas se comportaram em ritmo maior que em 2019: em outubro deste ano, o total de obras vendidas j&aacute; era igual ao de todo o ano passado. A proje&ccedil;&atilde;o &eacute; que, em dezembro de 2020, as vendas na loja virtual superem em 20% as de 2019.</p>","des_imagem1":"0","des_AltImage1":"","des_imagem2":"0","des_AltImage2":"","des_imagem3":"0","des_AltImage3":"","dta_Cadastro":"segunda-feira, 23 de novembro de 2020","cod_ModuloSite":"1","dta_Publicacao":"25/11/2020 09:50:05"}]}]}