Notícia: CAASP lança site acessível a pessoas com deficiência

Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017

CAASP lança site acessível a pessoas com deficiência


A Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo deu um passo importante no campo da inclusão social, cujos desafios de caráter tecnológico se renovam a cada dia. Após mais de um ano de trabalho, o site da entidade (www.caasp.org.br) está adequado para navegação por pessoas com deficiência, especialmente aquelas com comprometimento visual. O projeto “Site Acessível” foi desenvolvido para a CAASP pela Fundação Dorina Nowill, consagrada instituição de apoio a deficientes visuais, e pela empresa especializada Iguale – Comunicação de Acessibilidade.

“Uma entidade da natureza da CAASP, cujo público prioritário é aquele que sofre com problemas de saúde e adversidades socioeconômicas, não poderia manter seu principal meio de comunicação inacessível às pessoas com deficiência”, salienta o presidente da Caixa de Assistência, Braz Martins Neto. “Trata-se de uma inovação que ainda não alcança a maioria das instituições de classe no Brasil. Mais uma vez, a Caixa sai na frente”, acrescenta.

Basicamente, o que um “site acessível” faz é fornecer ou descrever seu conteúdo de textos e imagens por meio sonoro. Para o internauta comum, a inovação é imperceptível, a não ser pelos selos da certificação em acessibilidade posicionados no rodapé das páginas, os quais são concedidos pela W3C (World Wide Web Consortium) conforme o documento WCAG (Web Content Accessibility Guidelines – Diretrizes para Acessibilidade de Conteúdo Web).

No topo de cada página do sistema encontra-se uma barra de acessibilidade contendo atalhos que facilitam a navegação dos portadores de deficiência. Para navegar com sucesso pelo site acessível, o usuário precisa dispor de um software para leitura de tela que também realize a função de sintetizador de voz. “Há alguns softwares muito caros e outros até gratuitos com essa finalidade. Os primeiros destinam-se ao uso profissional. Para usar em casa, os softwares gratuitos são eficientes”, explica Paulo Romeu Filho, consultor da Iguale e ele próprio portador de deficiência visual. Aprender a operar um programa desse tipo não é difícil, assegura Romeu Filho, mas ressalva: “O aprendizado pode ser rápido ou demorado, dependendo de cada pessoa. Pode-se aprender sozinho, mas com a ajuda de alguém é sempre melhor”.

O apoio ao portador de deficiência para que navegue pela internet com agilidade é hoje tão necessário, por exemplo, quando a ajuda que se oferece a ele para atravessar a rua. O conceito é claro. “Hoje você tem rampas em praticamente todas as esquinas para que o cadeirante tenha mobilidade na cidade. Enquanto a sociedade não entendeu que cabia a ela proporcionar aquela rampa, a limitação do cadeirante era muito maior, e não tinha nada ver com a deficiência dele – era a falta de adaptação do meio que o tornava ainda mais deficiente”, adverte Paulo Romeu Filho.

Dados do IBGE de 2015 revelam que 6,2% da população brasileira portam algum tipo de deficiência. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) considerou quatro tipos de deficiência: auditiva, visual, física e intelectual. Dentre os tipos pesquisados, a deficiência visual é a mais representativa, atingindo 3,6% dos brasileiros e sendo mais comum entre pessoas com mais de 60 anos. A Lei Federal 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelece as normas gerais e critérios básicos para a promoção de acessibilidade a pessoas com deficiência.


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