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Notícia: Ações preventivas contra a Aids precisam ser intensificadas

Quinta-Feira, 30 de Novembro de 2017

Ações preventivas contra a Aids precisam ser intensificadas

Um dos primeiros países, dentre as nações em desenvolvimento, a fornecer tratamento gratuito para pessoas infectadas pelo HIV foi o Brasil. O SUS realiza esse serviço desde 1996, com bons resultados. Em 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, é fundamental que se reforce a importância da manutenção dos programas públicos voltados às doenças sexualmente transmissíveis e que, paralelamente, se intensifiquem as campanhas de esclarecimento da população. Por meio dos seus veículos de comunicação, a CAASP engaja-se nesse trabalho.

Apesar do êxito inicial das ações públicas contra a Aids, o Brasil é o país que mais concentra casos de novas infecções por HIV na América Latina, respondendo por 40% dos novos casos, segundo a organização não-governamental Unaids. De acordo com o Ministério da Saúde, do total de brasileiros vivendo com HIV, 87% já foram diagnosticados; destes, 64% estão em tratamento. Dentre os brasileiros em tratamento, 90% apresentam carga viral indetectável.

De 2007 até junho de 2016, foram notificados no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), serviço do Ministério da Saúde, 136.945 casos de infecção pelo HIV no Brasil, sendo 71.396 no Sudeste (52,1%), 28.879 no Sul (21,1%), 18.840 no Nordeste (13,8%), 9.152 no CentroOeste (6,7%) e 6.868 na Região Norte (6,3%).

Como dito e reiterado há décadas, estão expostos à contaminação pelo HIV indivíduos que mantêm relações sexuais sem preservativo ou compartilham agulhas e seringas, além daqueles que recebem sangue contaminado em transfusões. A infecção também pode ocorrer de mãe para filho durante a gestação, o parto ou a amamentação.

O teste de Aids pode ser feito gratuitamente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e nas unidades da rede pública de saúde – o resultado sai em 30 minutos, após a coleta de uma pequena amostra de sangue. Pelo Disque Saúde (136) obtém-se o endereço do serviço mais próximo.
O fato de o tratamento com medicamentos antirretrovirais estar alcançando bons índices de estagnação da progressão da doença – indivíduos contaminadas por HIV hoje vivem por muitos anos sem desenvolver os sintomas da Aids – não pode servir como justificativa para o descuido.

 

Novas estratégias de prevenção surgem como ferramentas complementares no enfrentamento da epidemia de HIV ampliando a gama de opções que os indivíduos terão para se prevenir contra o vírus e oferecendo mais alternativas em relação ao preservativo. Entre as novas estratégias para a prevenção da transmissão do HIV destacam-se o uso do Tratamento como prevenção (TcP), a Profilaxia Pós-exposição (PEP) e a Profilaxia Pré-exposição (PrEP), todos detalhados no site da Unaids (unaids.org.br)


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