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Notícia: Dia Mundial de Luta contra a Aids: hora de reforçar as ações preventivas

Terça-Feira, 29 de Novembro de 2016

Dia Mundial de Luta contra a Aids: hora de reforçar as ações preventivas

O Brasil foi um dos primeiros países, dentre as nações em desenvolvimento, a fornecer tratamento gratuito para pessoas infectadas pelo HIV. O SUS realiza esse serviço desde 1996, com bons resultados. Em 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, é fundamental que se reforce a importância da manutenção dos programas públicos voltados às doenças sexualmente transmissíveis e que, paralelamente, se intensifiquem as campanhas de esclarecimento da população. Por meio dos seus veículos de comunicação, a CAASP engaja-se nesse trabalho.

Como dito e reiterado há décadas, estão expostos à contaminação pelo HIV indivíduos que mantêm relações sexuais sem preservativo ou compartilham agulhas e seringas, além daqueles que recebem sangue contaminado em transfusões. A infecção também pode ocorrer de mãe para filho durante a gestação, o parto ou a amamentação.

O teste de Aids pode ser feito gratuitamente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e nas unidades da rede pública de saúde – o resultado sai em 30 minutos, após a coleta de uma pequena amostra de sangue. Pelo Disque Saúde (136) obtém-se o endereço do serviço mais próximo. Laboratórios particulares realizam o exame ao preço médio de R$ 100,00.

O fato de o tratamento com medicamentos antirretrovirais estar alcançando bons índices de estagnação da progressão da doença – indivíduos contaminadas por HIV hoje vivem por muitos anos sem desenvolver os sintomas da Aids – não pode servir como justificativa para o descuido.

O Brasil é o país que mais concentra casos de novas infecções por HIV na América Latina, respondendo por 40% dos novos casos, segundo a organização não-governamental Unaids. De acordo com o Ministério da Saúde, do total de brasileiros vivendo com HIV, 87% já foram diagnosticados; destes, 64% estão em tratamento. Dentre os brasileiros em tratamento, 90% apresentam carga viral indetectável.

O último relatório da Unaids sobre o Brasil, lançado em julho de 2016 e intitulado “Lacunas na Prevenção”, revelou os seguintes números:
- Em 2015, havia 830 mil pessoas vivendo com HIV;
- Estima-se que tenham ocorrido, em 2015, 44 mil novas infecções por HIV;
- Em 2015, o número estimado de mortes por causa da Aids foi 15 mil;
- A prevalência de HIV era, em 2014, de 0,4% a 0,7% em pessoas de 15 a 49 anos;
- Estima-se que 0,39% da população viva com HIV (Boletim Epidemiológico de HIV/Aids de 2015); entre homens que mantêm relação sexual com homens essa prevalência sobre para 10,5%.


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