Arthur Rabay venceu pela nona vez. CAASP homenageou advogado assassinado e pede segurança nos fóruns
Mais de 600 advogados participaram, no último dia 12 de agosto, da 17ª Corrida do Centro Histórico de São Paulo, que compõe as comemorações do Mês do Advogado. Organizado pela Corpore, uma das maiores agremiações de corredores da América Latina, o evento reúne anualmente cerca de 8 mil atletas e a advocacia conta com uma categoria especial. Os corredores percorrem 9 quilômetros por vias onde se situam logradouros que contam um pouco da história da capital paulista, como o Viaduto do Chá, o Pátio do Colégio, o Teatro Municipal e a Catedral da Sé. Na categoria Advogados – Masculino, Arthur Rabay deu exemplo de talento e longevidade, vencendo pela nona vez consecutiva. Marília Rabello foi a campeã na categoria Advogados – Feminino.
“Ganhar de novo é como na primeira vez, a mesma emoção. Temos de treinar cada vez mais e nos superar”, afirmou Rabay. Além de um talento natural para provas pedestres, muito suor tem de ser derramado para se alcançarem tantos títulos dessa envergadura. Casado e pai de dois filhos, o campeão conta que, mesmo advogando e cursando mestrado, treina seis dias por semana às vésperas da Corrida do Centro Histórico. “É preciso muita disciplina”, assinala.
Poucos segundos atrás de Marília Rabello, primeira colocada entre as advogadas, Charlleny Tabarelli Tijoe comemorou o segundo lugar. “Estou muito feliz”, disse, classificando a prova como “muito técnica” por conta dos diversos trechos de subida. “Acho fundamental o apoio que a CAASP e a OAB-SP dão ao esporte”, acrescentou.
Os cinco primeiros colocados de cada categoria receberam troféu.
As centenas de advogados que participaram da 17ª Corrida do Centro Histórico de São Paulo contaram com todo apoio necessário ao bom desempenho na tenda da OAB-CAASP, montada no Vale do Anhangabaú a lhes servir água, frutas e barras de cereais. Uma equipe da DLB Assessoria Esportiva, parceira da Caixa de Assistência, orientou sessões de alongamento. Houve ainda sorteio de brindes.
“Os advogados estão de parabéns pela passagem do seu dia, o 11 de Agosto, e pela dedicação ao esporte. O sucesso deste tradicional e concorrido evento prova que a advocacia valoriza o esporte, a saúde e a convivência entre colegas”, declarou Célio Luiz Bitencourt, diretor-tesoureiro e responsável pelo Departamento de Esportes e Lazer da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo.
Manifesto
A CAASP distribuiu aos advogados que participaram da 17ª. Corrida do Centro Histórico de São Paulo um manifesto de sua diretoria, firmado pelo diretor de Esportes e Lazer, Célio Luiz Bitencourt, em que expõe a indignação da classe com a morte do advogado José Aparecido Ferraz Barbosa, ocorrida no último dia 18 de julho dentro do Fórum de São José dos Campos. Não fosse brutalmente assassinado pelo marido de uma cliente, Doutor Barbosa, como era chamado pelos colegas, estaria entre os corredores, a exemplo do que fazia todo ano.
“Esta manifestação pretende ser mais do que uma homenagem a um advogado que se foi de modo tão cruel. A intenção da OAB-SP e da CAASP é deflagrar uma ampla mobilização contra a violência a que os advogados estão sujeitos dentro do seu ambiente de trabalho – infelizmente, coisa não rara nestes dias”, adverte o documento. E prossegue: “Homens armados no ambiente forense consagram o extremo absurdo a que são submetidos com frequência o jurisdicionado e o profissional da lei. Contamos com o coro de todos nos pleitos que envidaremos junto aos Poderes Judiciário e Executivo, este por meio da Secretaria de Segurança Pública, por medidas que garantam segurança a advogados, demais operadores do Direito e cidadãos que buscam seus direitos nas instâncias judiciais. Temos esperança de que esta iniciativa reúna profissionais das mais diversas áreas, todos sujeitos à mesma Justiça, constituindo a largada de um movimento sem volta por melhores condições de trabalho à advocacia”.
O manifesto foi lido pelo locutor que conduzia a cerimônia de premiação e aplaudido pelo os milhares de atletas que se aglomeravam no Vale do Anhangabaú.
Fotos Reinaldo Canato